El derecho del imputado a una investigación objetiva: un debate entre modelos y reformas desde el caso uruguayo
Files in this item

There are no files associated with this item.

                       
Ver texto completo
                       
Compartir
Exportar citas
Exportar a Mendeley
Estadísticas
En
Revista de Derecho; Vol. 25 Núm. 49 (2026); e492
Editor
Universidad de Montevideo. Facultad de Derecho
Notas
The purpose of this contribution is to position the right to an objective investigation as a subjective right of the accused and as a guarantee of impartiality in criminal investigations, specifically during the stage of the preliminary inquiry or unformalized investigation. The inclusion of this "right" as part of the normative framework corresponding to an ideal and regulatory standard of the adversarial process is the subject of ongoing debate. Some positions openly challenge the very existence of a right to objectivity, arguing instead that its enforceability depends on the adversarial dynamic that ontologically structures the accusatorial model. Any reference to a duty of “objectivity” that entails a corresponding subjective right of the accused, according to this line of reasoning, would distort the normative division of roles intrinsic to the regulatory model. While these critical positions may preserve a certain normative coherence and argumentative rigor, they fail to account for the complexities of procedural reform and the factual elements that must be incorporated into regulatory analysis. For instance, in the case of Uruguay, they overlook the nascent development of the Office of the Attorney General and the laborious enactment of an organic structure designed to grant it a degree of functional autonomy from both the Executive and Judicial branches. Once the theoretical debate has been outlined, the next objective is to elaborate the normative content of a right to an objective investigation, including in particular the procedural guarantee of recusal of prosecutors and/or investigative assistants. In this regard, a comparative overview of the regulation of recusals in Ibero-American jurisdictions will be presented, highlighting the strengths and weaknesses of the various models. Additionally, we will seek to identify practical and easily applicable remedies aimed at mitigating the shortcomings of the Uruguayan regulatory framework, particularly with respect to the functional duties of recordkeeping and adherence to methodological principles that ensure the traceability of evidence.

El objeto de esta contribución es ubicar el derecho a una investigación objetiva como un derecho subjetivo del imputado y una garantía de objetividad funcional de la investigación penal, especialmente, durante la etapa de la indagatoria preliminar o la investigación no formalizada. La posibilidad de ubicar este “derecho” como parte del pliego que normativamente concierne a un estándar ideal y regulativo del proceso acusatorio está en abierta discusión teórica. Algunas posiciones impugnan abiertamente que exista algo semejante a un derecho de la objetividad; y, por el contrario, discuten que su exigibilidad depende del contradictorio que ontológicamente estructura al modelo acusatorio. Cualquier tipo de alusión a un deber de “objetividad” que tenga como correlato un derecho subjetivo del imputado, sobre este punto, terminaría desnaturalizando la división normativa de roles del modelo regulativo. Estas posiciones críticas, si bien preservan cierta limpidez normativa y prolijidad argumental, desconocen las complejidades que conllevan los procesos de reforma y los datos fácticos que deben ser incorporados a los análisis puramente normativos. Por ejemplo, y en el caso de Uruguay, sobre la incipiente conformación de la Fiscalía General de la Nación y la trabajosa sanción de una matriz orgánica que la emplaza con cierta autonomía funcional respecto al Poder Ejecutivo y el Poder Judicial. Una vez ubicado el debate teórico, el siguiente objetivo es desarrollar los contenidos normativos de un derecho a la investigación objetiva, incluyendo especialmente la garantía procedimental de recusación a los fiscales y/o auxiliares de la investigación. Sobre ese punto, realizaremos un somero relevo de derecho comparado sobre la regulación de la recusación en Iberoamérica, señalando las debilidades y fortalezas los distintos modelos. Asimismo, intentaremos identificar ciertos remedios de sencilla elaboración y aplicación que permitan mitigar las deficiencias de modelo regulatorio uruguayo, principalmente, en relación a los deberes funcionales de registro de actuaciones y observancia de principios metodológicos que salvaguarden la trazabilidad y potencial auditoria de evidencias.

O objeto desta contribuição é situar o direito a uma investigação objetiva como um direito subjetivo do imputado e como uma garantia de objetividade funcional da persecução penal, especialmente durante a fase de investigação preliminar ou da investigação não formalizada. A possibilidade de qualificar esse “direito” como integrante do conjunto normativo que conforma um padrão ideal e regulativo do processo acusatório encontra-se em aberto debate teórico. Algumas posições questionam expressamente a existência de algo semelhante a um direito à objetividade; ao contrário, sustentam que a sua exigibilidade depende do contraditório, que estrutura ontologicamente o modelo acusatório. Nessa perspectiva, qualquer referência a um dever de “objetividade” que tenha como correlato um direito subjetivo do imputado acabaria por desnaturalizar a divisão normativa de funções própria do modelo regulativo. Tais posições críticas, embora preservem certa coerência normativa e rigor argumentativo, tendem a desconsiderar as complexidades inerentes aos processos de reforma institucional e os dados fáticos que devem ser incorporados às análises estritamente normativas. No caso uruguaio, por exemplo, deve-se considerar a formação ainda incipiente da Fiscalía General de la Nación e o processo gradual de consolidação de uma matriz orgânica que a posiciona com relativa autonomia funcional em relação ao Poder Executivo e ao Poder Judiciário. Uma vez delimitado o debate teórico, o objetivo subsequente consiste em desenvolver os conteúdos normativos de um direito à investigação objetiva, com especial atenção à garantia procedimental da recusa (recusación) de membros do Ministério Público e/ou auxiliares da investigação. Nesse ponto, proceder-se-á a um breve exame de direito comparado acerca da disciplina da recusa na Ibero-América, destacando-se as fragilidades e potencialidades dos distintos modelos. Ademais, buscar-se-á identificar certos mecanismos de elaboração e implementação relativamente simples que possam mitigar as deficiências do modelo regulatório uruguaio, sobretudo no que diz respeito aos deveres funcionais de registro das atuações e à observância de princípios metodológicos aptos a assegurar a rastreabilidade e a potencial auditabilidade das evidências.
Collections