La Constitución uruguaya como norma mayoritaria y asequible. El constituyente “vivo” y la configuración de un modelo débil de constitucionalismo
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Universidad de Montevideo. Facultad de Derecho
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This paper argues that the Uruguayan Constitution establishes a weak model of constitutionalism, characterized by an interpretive dialogue among different institutional actors and by a conception of citizenship as a relevant spokesperson for constitutional meaning. The constitutional amendment procedures set forth in paragraphs A and B of Article 331 of the Constitution — based on accessible initiation mechanisms and direct majoritarian decision-making — are decisive in shaping a “living” constituent power, capable of effectively responding to judicial decisions that advance constitutional interpretations not shared by the citizenry. The aforementioned features of the derived constituent power, together with the characteristics of the constitutional review mechanism provided for in Articles 256 et seq. of the Constitution, prevent the constitutional design as a whole from being understood as counter-majoritarian. Instead, they define a model grounded in interpretive dialogue, with a pronounced majoritarian dimension, and active citizenship. From the perspective proposed herein, the paper warns, on the one hand, against the risks of decontextualized doctrinal transplants and, on the other, highlights the difficulties in reconciling a weak model of constitutionalism — such as the Uruguayan one — with a strong and interpretively final conventionalism, such as that judicially advanced by the Inter-American Court of Human Rights.
Se argumenta que la Constitución uruguaya instituye un modelo débil de constitucionalismo, caracterizado por un diálogo interpretativo entre diferentes agentes institucionales, y que concibe a la ciudadanía como un portavoz relevante del sentido constitucional. Los procedimientos de reforma previstos en los literales A y B del artículo 331 de la Constitución, de promoción asequible y decisión mayoritaria directa, son determinantes de un constituyente “vivo”, que puede efectivamente pronunciarse e incluso actuar en respuesta ante sentencias que realizan una interpretación constitucional no compartida. Las características mencionadas del poder constituyente derivado y las notas del mecanismo de control de constitucionalidad de las leyes previsto en los artículos 256 y siguientes de la Constitución, impiden considerar al diseño en su conjunto como uno contramayoritario y, en su lugar, son definitorias de un modelo de diálogo interpretativo, con considerable impronta mayoritaria y de ciudadanía. Bajo la mirada propuesta, por un lado, se advierte sobre el riesgo de realizar importaciones doctrinarias descontextualizadas y, por el otro, se expone la dificultad de conciliación entre un modelo de constitucionalismo débil -como el uruguayo- y un convencionalismo fuerte y de clausura interpretativa -como el propiciado pretorianamente por la Corte Interamericana de Derechos Humanos-.
Se sustenta que a Constituição uruguaia institui um modelo débil de constitucionalismo, caracterizado por um diálogo interpretativo entre diferentes agentes institucionais e por uma concepção da cidadania como porta-voz relevante do sentido constitucional. Os procedimentos de reforma previstos nas alíneas A e B do artigo 331 da Constituição, de promoção acessível e decisão majoritária direta, são determinantes de um poder constituinte “vivo”, capaz de efetivamente se pronunciar e atuar em resposta a decisões judiciais que realizem uma interpretação constitucional não compartilhada pela cidadania. As características mencionadas do poder constituinte derivado e os traços do mecanismo de controle de constitucionalidade das leis previsto nos artigos 256 e seguintes da Constituição impedem que o desenho institucional, em seu conjunto, seja considerado contramajoritário. Ao contrário, tais elementos definem um modelo de diálogo interpretativo, com significativa marca majoritária e centrado na cidadania. Sob a perspectiva proposta, adverte-se, por um lado, para o risco de importações doutrinárias descontextualizadas e, por outro, expõe-se a dificuldade de conciliação entre um modelo débil de constitucionalismo — como o uruguaio — e um convencionalismo forte e de encerramento interpretativo, tal como o promovido pretorianamente pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
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